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Nov/Dez 2011 – Fenda, Redinha e Poios

As últimas sessões na fenda em 2011, bem como a viagem à Redinha e a Poios já pelo frio de Dezembro.

Here’s the video!

E aqui ficam uns slides…

Fenda – Out 2011

Pela primeira vez fomos à fenda, com a ajuda preciosa do noss amigo Eduardo que teve a gentileza de nos acompanhar e mostrar-nos os sectores desta escola.

Só tivemos tempos de estar no sector “cú de judas” donde saíram 3 ou 4 vias entre os graus V e 6a+, e depois descemos para o sector “piratas” onde saíram mais um par de vias.

Terminámos o dia a tentar subir um pouco a fasquia e experimentámos 2 vias 6b absolutamente fabulosas (tuareg, shamã). O encadeamento fica prá próxima.

Depois de servir de guia, o nosso amigo Eduardo ainda abriu a “terra à vista” onsight (7a) como quem limpa rabos a meninos.

Aqui ficam um par de vídeos:

 

The 6th graders

Todo o treino do verão nos empurrava a começarmos a encadear as nossas primeiras vias de 6º grau.

Conseguimos chegar a Setembro com um grupinho de vias encadeadas entre 6a e 6b que nos deixou muito satisfeitos e nos empurrou definitivamente para a escalada mais a sério.

Ficam em baixo 4 vídeos com o meu encadeamento da Gaivota Esotérica na Guia (6a), o on sigth do Diogo na Independentes e Lda. (6a), o final do meu encadeamento da Osso (6b) e uma tentativa do Tchico de encadear a famosa Sonhos e Mitos (6c). Tudo na Guia, e tudo entre Julho e Agosto.

 

Contratações de Inverno

 

 

 

E para a época de 2011/2012 a palanchada acolhe mais um elemento para continuarmos a treinar forte e feio nesta nobre arte.

Miguel Ping

Com todo o atleticismo e tranquilidade de um artista de Kung Fu, vai certamente evoluir à velocidade da luz e dar-nos um bigode a todos no próximo verão. 😀

Médias!!!

 

 

 

Reguengo do Fetal – 28 e 29 de Maio de 2011

Desde que nos juntamos para escalar em Janeiro que diziamos regularmente: “O que era excelente era aproveitarmos o verão, pegarmos num carro no fim de semana e irmos explorar Portugal à procura de escolas de escalada onde nos pudessemos por á prova.

O Reguengo do Fetal, a 100 km de Lisboa e perto de Leiria onde cresci foi a escolha óbvia para a nossa primeira viagem. Situado pertíssimo da Batalha, a zona divide-se em 2 falésias separadas por um pequeno vale onde passa a estrada de acesso. A face norte apresenta as vias mais acessíveis e foi onde passamos a maior parte do tempo.




Íamos já com a espectativa de apanhar algum mau tempo dada a meteorologia incerta, mas nem assim eu, o Tchico e o Luís nos vergamos à viagem e fizemo-nos à estrada na manhã de um sábado muito cinzento.

Rapidamente localizámos o local á chegada e com nuvens decidimos começar a subir a Pilhas Alcalinas, um V+ compridão e acidentado e que me presenteou com um pouco de chuva à chegada ao top. Felizmente que 15 mins depois o sol brilhou e não parou mais até nos irmos embora nesse dia.


Aqui estava o Luís a tentar encadear a via “A Minha Primeira Vez” (IV)


E a fechar a via já junto ao top.


O sol já apertava tanto que tinhamos que improvisar turbantes para proteger a cabeça.


Aqui estava o Tchico a encadear a Milennium (V) à vista. Uma via muito gira com uma cova muita estranha a meio a obrigar a fazer uma linha indirecta até ao top.


Eu a repetir o encadeamento.


Diga-se que os caminhos de cabras não ajudavam a levar material de um lado para outro. 😀
A seguir ainda acrescentámos à lista 2 vias curtinhas: Directa (V+) e Curva (6b) com problemas muito interessantes.


Aqui estava o Luís a tentar encadear a Pilhas Alcalinas (V).


Num belo passo de oposição a aproveitar a fenda que infelizmente acabou numa queda marada. Queda esta que envolveu algum cagaço quando o vimos ficar de pernas para o ar na parede. 😦


Só faltava o Tchico fazer a mesma via…


… e a fechá-la já com as nuvens a ameaçar.


Posto isto pusemo-nos a andar pois não tinhamos almoçado e às 17h a fome já apertava.
Fizemo-nos à estrada para Leiria onde nos abastecemos de comida e magnésio e fomos até Espite onde um belo churrasco nos esperava em minha casa. 😀




O pôr do sol augurava bom tempo… infelizmente não se veio a concretizar.


Venha a comida! 8)


No dia a seguir, nuvens e mais nuvens cobriam o céu. Fomos a tempo de fazermos o Passeio Matinal (IV) num pseudo aquecimento.


Aqui estava o Tchico a repetir a via.


Já no top começou a chover e obrigou-nos a abrigarmo-nos numa caverna onde pouco nos restava senão almoçar…


O Luís descansava e tentava relaxar depois da queda manhosa do dia anterior.


Aqui estava ele a fazer o Passeio Matinal em top.


O cansaço já apertava. :p

A seguir voltou a chuva e mais uma hora de repouso forçado. Quando parou, fomos até um sector novo onde tinhamos um boulder engraçado á nossa espera do qual não sabemos o nome mas que andava ali entre o V3 e o V4 provavelmente.

A seguir encontramos mais uns IV e V. O Tchico encadeou a “Porra, Não Consigo Sair Daqui” (V), Pinacolada I (IV) e Pinacolada II (V). Eu fiz varias tentativas na primeira mas não consegui encadear e já só tive tempo de encadear a Pinacolada I. O Luís já só se resumia ao belay dado o cansaço físico e psicológico.


Depois, foi a vez de subir a Buraquinhos em top para me posicionar como cameraman para filmar o Tchico a encadear a Aderencia (6b) à vista que se pode ver no final do filme abaixo que resume alguns momentos do fim de semana. 😀

Climbing Reguengo do Fetal – 2011 from Tchico on Vimeo.

De seguida esperava-nos a viagem de volta a Lisboa. Já tarde e cansados, chegamos a Lisboa com uma vontade tremenda de voltar lá. 🙂

Venha a Redinha para a próxima. 8)

Monsanto – Maio de 2011

E quando não estamos na rocha, estamos em Monsanto a treinar ao máximo.

Monsanto será sempre o nosso santuário, onde treinamos com frio, calor, sol, chuva, luz, escuro, e tudo o resto. Mesmo que por algum milagre o rocódromo do Alvaláxia venha a reabrir ou consigamos montar o nosso muro de treino, duvido que deixaremo de ir lá nem que seja para matar saudades.

Ficam algumas imagens das noites que passamos por lá no último mês. 🙂













Penedo da Amizade – 8 de Maio de 2011

E num belo domingo de Primavera eu e o Tchico fomos revisitar o Penedo da Amizade a Sintra e apresentar ao Diogo as suas longas vias de Granito.

Sintra será sempre um besta de duas faces para mim. Ali não encontramos aqueles “pockets” gigantes em vias extraprumadas, nem grandes caixotes onde nos podemos pendurar ou grandes degraus para os pés. Ali joga-se muito com a aderência extra que tiramos do granito face ao calcário. As vias são todas mais ou menos longas (25/30 mts) e um pouco mais lisas do que o habitual. Tem muitos passos arejados onde supostamente um escalador minimamente experiente já não cai, mas que mesmo assim metem o seu cagaço.

Por outro lado, estamos rodeados de um cenário de luxo. Muitas vezes escalamos com nevoeiro, mas num bom dia até conseguimos ver o mar. Temos sempre alguma sensação de perigo á espreita dadas as posições maradas em que temos que fazes segurança, mas por outro lado quando fazemos tudo correctamente quase que nos sentimos parte daquele maciço rochoso.

Há ali qualquer coisa de especial na serra de sintra que nos faz abraçar um tipo de escalada tão diferente daquele a que nos habituamos.

Naquele dia em especial aquecemos na Solar (IV) e na Jardim Escola (III) que são vias bem fáceis mas que nos ajudam a habituar ao granito e a por os músculos a trabalhar para as vias compridas. Tratamos de dificultar logo um bocado com a Via da Tânia que é um V+ a puxar para o 6a com o crux logo de inicio bem liso mas algo inclinado para o positivo.

Depois veio a via que eu mais queria experimentar com o Tchico: A Grande Cascata (IV – V – V).

Estava desejoso de experimentar a minha primeira via multipitch para ter a experiência de estar pendurado a meio de uma parede a fazer segurança a um parceiro e de atingir alturas ainda maiores em várias etapas.

Desta vez levamos uma cãmara montada no capacete. Como o vídeo ficou demasiado comprido para pôr na net, segue uns stills que ilustram a ascenção.













Primeiro subi eu o primeiro largo e parei na primeira estação para o belay do Tchico. Depois ele continuou para a segunda estação e eu fui ter com ele. No final, com esta brincadeira toda, tinha passado uma hora e o Diogo estava a morrer de seca lá em baixo e acabamos por descer. No final ficou a promessa de voltarmos lá e ir até ao fim. 🙂

Com estas brincadeiras o dia já se alongava e fechamos o dia na via “Cú”. Um IV grau bem comprido, mas bem acessível que nos ajudou a curtir o final do dia e a bela vista que se escondia já quase no pôr do sol.